Lições de Abismo

(2001)

cartaz

A salvação opera nos abismos.

Adélia Prado


Agradecimentos

D. Hebe Corção e família
Flavio Crepaldi
D. Lourenço Fleichman
Marco Antônio Braz
Nando Moraes
Pedro Sette Câmara

Apoio

 

Desde 1991 venho pensando em montar um monólogo. (1)  Inicialmente escrevi uma adaptação das “Memórias do Subsolo”, de Dostoiévski.  Entre 1992 e 1996 trabalhei sobre essa adaptação, nos períodos em que meu trabalho de professor e de diretor era menos intenso.  Depois ela ficou na gaveta, por falta de tempo e também porque eu não conseguia encontrar uma concepção consistente para a montagem.

Quando li “Lições de Abismo”, em 1998, pensei novamente no monólogo.  Fiz uma primeira adaptação do texto e cheguei a fazer algumas leituras dela.  No início de 1999 cheguei a trabalhar alguns meses sobre a montagem, junto com Flavio Crepaldi – que na época estava no Grupo Tempo – e com Fernando Weffort.  Encontrava entretanto o mesmo problema que havia na adaptação de “Memórias do Subsolo” – o texto era bom, a escolha dos textos para a montagem também, mas não havia uma concepção que realizasse a transposição do romance para a cena.

Em ambos os romances, o texto resulta de um diário escrito pela personagem – o “rato consciente” de Dostoiévski e o professor de Corção.  Tratava-se de descobrir um motivo para que essa personagem viesse à cena para dizer aquele texto.

No final do ano 2000, depois de uma leitura que fiz do texto no II Mostra de Teatro de Joinville, em uma conversa com Nando Moraes, é que surgiu uma idéia para a transposição do texto.  Chegando em São Paulo, comecei a trabalhar com Fernando Weffort sobre ela.  Em fevereiro deste ano, chamamos Mario Santana para dirigir a montagem.

Não posso deixar de agradecer a todos aqueles que se dispuseram a ouvir uma leitura do texto e a comentá-la – o pessoal de Itajaí e o de Joinville, os alunos da Oficina Cultural Mazzaropi e especialmente os atores e colaboradores do Grupo Tempo.

Roberto Mallet

(1)  Sei que o termo “monólogo” está fora de moda, soa a um teatro velho e palavroso.  Mas a opção “espetáculo solo” também não me soa bem.  E afinal de contas, “mono” e “solo” significam exatamente a mesma coisa, restando a opção entre o caráter visual da palavra “espetáculo” e o auditivo do radical “logo”.  Por meu feitio, eu já tenderia para este último, mas levando-se em conta a conotação virtuosística que muitas vezes tem “espetáculo solo”, a balança pende definitivamente para ele.  [volta]